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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

GP Vila Real: Cerca de 60000 espectadores assistiram ao evento marcado por duas polémicas

Cerca de 60.000 pessoas rumaram, na passada 4ªFeira, até Vila Real para assistir às primeiras provas de velocidade pura e dura no Circuito Urbano daquela localidade transmontana.

A beleza do mais antigo circuito de Portugal (a primeira prova realizou-se em 1931) não deixou ninguém indiferente, e "o barulho dos motores" voltou a animar as gentes de Trás-os-Montes.

Participaram no evento cerca de 160 pilotos, divididos pelas 3 competições: Campeonato Nacional de Resistência (CPRES), Taça de Portugal de Circuitos (TPCIR) e Taça de Portugal de Circuitos Clássicos (TPCIRCLA).

Na primeira manga da etapa do CPRES, Pedro Salvador e Francisco Cruz Martins foram os grandes animadores. O piloto flaviense ainda liderou nas 4 primeiras voltas, mas um problema no seu Juno SS obrigou-o a desistir, deixando o comando para Martins, que não teve dificuldade em levar o seu Porsche 997 até ao lugar mais alto do pódio.

Na prova a contar para a TPCIR, um acidente fez com que a corrida ficasse parada durante largos 50 minutos. Isto porque, Francisco Carvalho travou muito tarde na Rotunda do Bosque e saiu em frente, batendo com alguma violência nos rails de protecção, deixando o seu Seat Léon completamente destruído. Aliás, esta etapa foi mesmo azarada para o piloto português, pois já nos Treinos Cronometrados, Carvalho tinha sido vítima de um acidente, quando uma fuga de óleo provocou um incêndio no seu carro.

Quanto à corrida propriamente dita, Joaquim Jorge foi o vencedor, enquanto António Nogueira e Rui Alves ficaram nos lugares imediatamente a seguir.

Para o final ficou reservada a prova mais aguardada do dia: a etapa da TPCIRCLA, que é disputada em duas mangas.

A primeira foi ganha pelo experiente piloto César Campaniço, que não conseguiu repetir a vitória na 2ª Manga, graças a uma alteração de regulamentos, que gerou muita polémica.

Para agradar aos espectadores, a organização decidiu fazer a grelha de partida para a 2ª Manga com base na classificação da manga anterior, mas invertendo as posições, ou seja, quem tinha ganho a corrida anterior, partia agora da última posição, o que desagradou a alguns pilotos, especialmente a César Campaniço, que ainda assim chegou em 2º lugar.

A prova foi ganha por João Figueiredo, ficando Patrick Cunha no último lugar do pódio deste GP de Vila Real.

No final das corridas, Campaniço confessou ao Semanário Transmontano que tinha ficado "bastante aborrecido" com as alterações dos regulamentos "à última da hora", acrescentando que "assim não se pode gerir corrida nenhuma". Ainda assim, o experiente piloto deu "os parabéns" a João Figueiredo pelo seu "desempenho exemplar" na 2ª corrida.

O piloto do Pegeout 407 agradeceu as palavras do colega de profissão, confidenciando que se sentia "nas nuvens", depois de ter alcançado "uma vitória" que lhe fugia "há imenso tempo".

Para fim de festa, a organização brindou os espectadores com uma corrida-espectáculo, nomeada GP Cidade de Vila Real. Nesta prova peculiar, pois só podiam participar carros do ano de 1981, o vencedor foi Rodrigo Gallego, com um Lola T292 do Team BIP. Na segunda posição ficou Manuel Neto, com um Ford Escort, enquanto Luís Costa, aos comandos de um Porsche 928, ocupou o 3º lugar.


No jantar de gala oferecido pela organização, e abrilhantado pela actriz Cláudia Vieira e pelo DJ Rendeiro, o presidente da Câmara de Vila Real, Manuel Martins, mostrou-se "muito satisfeito pelo sucesso da iniciativa", acrescentando que "Vila Real mostrou ter capacidade para montar um evento desportivo de alto gabarito".


No entanto, o sucesso ficou manchado pelo "golpe de teatro" feito na etapa da TPCIRCLA, e pela má localização dos paddocks, que ficaram espalhados pelas várias ruas da localidade, alguns deles bem longe do local da realização das provas.


Jornalista: João Miguel Pereira